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domingo

Um proféta do nosso tempo




João de Matha fundou a Ordem da Santíssima Trindade oito séculos atrás. Durante este tempo outros Institutos e Movimentos, quer religiosos quer leigos, se alimentaram de sua espiritualidade, e se comprometeram, ainda que de forma diferente, no mesmo apostolado.

A inspiração e a obra de São João de Matha ainda hoje nos interpelam

¯ com seu projeto apostólico de libertação: dedicar-se aos mais pobres da sociedade, àqueles que são abandonados, e, sobretudo, aos cristãos em dificuldade por causa de sua fé ou de sua fidelidade ao Evangelho.

¯ com o espírito que deve caracterizar os seus seguidores: contemplar a Deus e aceitá-lo, de antemão, como o Amor gratuito e misericordioso, como Pai, Filho e Espírito Santo, como fonte, modelo e fim último da Redenção.

¯ com o estilo de vida: privilegiar a fé, a interioridade, a hospitalidade, o trabalho, a simplicidade, a pobreza em vista da partilha; numa palavra: a caridade.

Estes grandes princípios que brotam da inspiração primária e da obra de São João de Matha, inovadores e muito atuais para o seu tempo, nos são lembrados para que se realizem sobretudo hoje.

fr. José Gamarra, Ministro Geral, O.SS.T. 1984

FAUCON DA PROVENÇA (FRANÇA)


A Provença é anexada à França a partir do século XV, mas quando nasce João de Matha está ainda sob o poderio da Casa de Barcelona e isso explica o porquê a vila, fundada uns anos mais tarde no vale do Ubaye, leva o nome de Barcelonnette.

A três léguas dali, a família de Matha tinha estabelecido-se em Faucon, vilarejo construído na encosta da montanha. A sua grande morada fortificada devia se tornar um abrigo para os habitantes em caso de perigo: guerras, saques, incursões, perturbam de fato a tranqüilidade do vale, e a missão do senhor era proteger os fracos, socorrer os míseros.

A personalidade de João é marcada:

¯ pela beleza do ambiente no qual transcorre a sua infância,
¯ pelo vivo desejo de socorrer os aflitos, a custo de qualquer perigo.

Em memória de seu fundador, os Frades Trinitários construíram um convento em Faucon no ano de 1664. Abandonado durante as guerras e a revolução, destruído, será mais de uma vez restaurado. Hoje este levanta seu campanário para o céu azul dos Alpes. É um lugar de beleza propício à oração.

Os cristãos do Vale do Ubaye continuam muito devotos ao "seu santo"; ergueram uma estátua sua na pequena praça do vilarejo e todo ano celebram a sua festa com grande solenidade.

No alto-mar de Cannes (França), na ilha de Lerin, se encontra a mais antiga igreja do Ocidente, consagrada a Santíssima Trindade (século IV).

Aqui tinha sido fundada uma abadia por Santo Honorato, grande centro da Gália cristã e viveiro de bispos.

A Provença recebeu um forte influxo por esta abadia, que talvez João de Matha conhecera. Com o povo da Provença, João rezou muito a Trindade com as palavras da liturgia, com hinos que todos conheciam de cor, e com freqüência inspirados pelas orações de Santo Agostinho.

Como estudante, João de Matha poderá ler os manuscritos preciosos: "De Trinitate" de Santo Agostinho "De Trinitate" de Santo Hilário de Poitiers "De Trinitate" mais recente de Ricardo de São Vítor (1148)

BACHAREL, DEPOIS DOUTOR PELA SORBONNE


Durante cinco ou seis anos João de Matha freqüenta a faculdade das artes liberais completando, assim, a sua cultura com o estudo da gramática, retórica, filosofia, matemática, astronomia, música. O sucesso da prova final lhe permite entrar na faculdade de direito, medicina ou teologia, e é esta última que o atrai.



Sedento de penetrar os segredos da Palavra Divina, freqüenta contemporaneamente a Sorbonne e a Abadia de São Vítor onde encontra mestres santos e sábios que o ajudam a descobrir "a identidade" de Deus e o projeto sobre sua vida.


O neo-doutor, ciente da beleza de sua missão de educador, esbanja as riquezas da sua inteligência aos jovens e os guia na busca da verdade. Na capela da Sorbonne um afresco representa as personagens ilustres desta universidade; neste podemos reconhecer João de Matha com túnica branca, ornada pela cruz vermelha e azul. Uns anos depois, quando compreenderá que Deus o chama para redimir os escravos, se dirigirá às Universidades da Espanha e da Itália para propor aos mestres e aos alunos o intento de consagrar-se ao Cristo Redentor para libertar seus irmãos, e muitos o seguirão na Ordem.


sexta-feira

São Miguel dos Santos (1591-1625): padroeiro da juventude trinitária


Miguel Argimir Mitjana nasceu em Vich (Barcelona) no dia 29 de setembro de 1591. Seus pais se chamavam Henrique e Monserrat. Deus os abençoou com oito filhos. Miguel era o sétimo. Pertencia, pois, a uma família numerosa e cristã. Recitavam diariamente o Santo Rosário, liam os Evangelhos e aos sábados rezavam as Vésperas na catedral.


“Miguel é um bom menino”, diziam os que lhe conheciam. Chamava a atenção sua piedade e seu espírito de sacrifício. Conta-se que se deitava debaixo da cama e que usava uma pedra como travesseiro.

Sua inclinação para a vida religiosa e retirada do mundo o levou um dia a fugir de casa e refugiar-se no monte Montseni com o fim de dedicar-se à vida eremítica.

Tinha apenas onze anos quando se tornou órfão dos dois genitores. Teve que ficar sob a tutela de seus parentes, que o tornaram comerciante. Sua vocação não era dedicar-se à venda. Mas não agradou muito e foi despedido.

Com somente doze anos foi admitido como coroinha no convento dos Trinitários calçados de Barcelona. Desde então chamava sua atenção o fervor e a devoção para com o sacramento da Eucaristia.

Ao cumprir os quinze anos (1606) foi destinado ao convento de São Lamberto, fora de Zaragoza, com o fim de iniciar seu ano de noviciado. No dia 30 de setembro de 1608 fez sua profissão, e a partir daí começa seus estudos superiores na mesma cidade do Pilar.

No mesmo ano de 1608, passa pela cidade do Ebro um religioso trinitário descalço, frei Manuel da Cruz, que vinha de Pamplona, da nova fundação descalça trinitária. Frei Miguel fica apaixonado pelo testemunho de sua santidade. Era o que ele buscava. Uma voz interior o chamava pelo caminho dos trinitários descalços. “Leva-me contigo!”, exclama. Em 28 de janeiro de 1609, em Madrid, fez sua profissão como religioso trinitário descalço com o nome de Miguel dos Santos.

Na capital da Espanha teve a honra de conhecer pessoalmente o nosso Santo Reformador, São João Batista da Conceição.

Um dado curioso: Durante o ano de 1609, no convento trinitário descalço de Solana (Cidade-Real) residem três santos: São João Batista da Conceição, São Miguel dos Santos e o Venerável frei Tomás da Virgem. São Miguel dos Santos chega rapidamente às profundidades da mística: oração de união, êxtase, arrebatamentos... são fenômenos que nele se deram com freqüência. Em certa ocasião, o irmão Provincial lhe pergunta: “Frei Miguel, quantas horas dedicas à oração?” “Sempre estou em oração”, ele lhe responde. Pode-se dizer que ele “vivia sem terra pela terra caminhando”. Sua grande devoção era Jesus Sacramentado. Freqüentemente passava as noites em adoração diante de Jesus Sacramentado. Era um adorador permanente. A Igreja o declarou ‘co-patrono’ da Adoração Noturna, juntamente com São Pascoal Bailón.

Deixou suas experiências místicas refletidas num pequeno tratado, por ele escrito, intitulado “A tranqüilidade da alma”. Um dos fenômenos místicos mais conhecidos de São Miguel foi a troca do seu coração com o de Jesus, que aconteceu diante do sacrário, em uma noite de graça e de glória.

Cursou seus estudos superiores em Salamanca e em Baeza. De sua estada na cidade de Tormes se conta que o mestre Antolínez estava explicando o mistério da Encarnação quando, de repente, frei Miguel deu um grito e se elevou cerca de um metro, com os braços em forma de cruz e com seu olhar apontando fixamente um ponto misterioso. Permaneceu assim durante quinze minutos. Diante de tal fenômeno, o professor comentou: “Quando uma alma está cheia do amor de Deus, dificilmente pode escondê-lo”. Foi ordenado sacerdote em Baeza. Exerceu na cidade e nos arredores o ministério da pregação e da direção espiritual. Conversões milagrosas testemunhavam sua santidade.

Antes de preparar seus sermões passava três dias em oração aos pés de um crucifixo e outros três dias estudando o que no caderno tinha escrito. Celebrando a Eucaristia e pregando, com freqüência se extasiava: era possível perceber isso porque ele se elevava do solo com os braços abertos em cruz, com o olhar fixo para cima e com a cabeça inclinada para trás. Por todos estes fenômenos místicos o chamavam de ‘o extático’.

De Baeza o transferiram para Valladolid. A um homem tão espiritual encarregaram a construção do convento da cidade de Pisuerga. Sua fama de santidade se espalhou pela cidade. O convento foi levantado como que por encanto. Os ‘grandes’ visitavam-lhe e pediam-lhe conselho. Entre eles estão o Duque de Lerma, o senhor Bispo, os nobres. O vêem como um homem do céu que passa pela terra tocando-a levemente, como um raio de luz celestial.

Aos 33 anos, como seu Jesus, nasce para o céu, que era o seu lugar natural, no dia 28 de outubro de 1624. Sua morte foi um triunfo. Mesmo com o pouco tempo que esteve em Valladolid, toda a cidade acorreu às suas honras fúnebres. Mais que um funeral foi uma celebração das maravilhas de Deus realizadas em frei Miguel.

Em 1779, Pio VI o beatificou. Setenta e um anos mais tarde, Pio IX o canonizou. Na ordem é considerado e venerado como patrono da juventude trinitária. Suas relíquias são veneradas na paróquia de São Nicolau (Valladolid). É a Igreja de nosso antigo convento. Atualmente é paróquia diocesana.



quinta-feira

SÃO JOÃO BATISTA DA CONCEIÇÃO


SÃO JOÃO BATISTA DA CONCEIÇÃO
Reformador da Ordem trinitária
(1561-1613)

Nasce em Almodóvar del Campo (Ciudad-Real) em 10 de julio de 1561. Filho de pais tão cristãos que mereceram hospedar Santa Teresa de Jesus, quando se dirigia de Castilla à Andalucía. A casa natal de São João Batista se encontrava situada em frente a um convento de carmelitas descalços. Ao despedir-se, a reformadora do Carmelo reuniu todos os familiares da casa e dirigiu à mãe deles estas palavras: “Senhora, tem aqui um filho que será grande santo, advogado de muitas almas e reformador de uma grande obra que se verá”.

Educou-se com seus vizinhos carmelitas. O padre Augustín de los Reyes foi seu mestre. Ao contrário do que se poderia supor, não se fez carmelita, mas ingressou na Ordem Trinitária. Isto se sucedia em Toledo no ano de 1580. Na cidade imperial teve como mestre de noviciado o padre Alonso de Rieros, do qual dá este testemunho: “Sempre que o santo mestre tratava de virtude eram seus dois olhos fontes de lágrimas e com eles ensinava mais que com as palavras”. Em outro lugar: “Eu me criei com um mestre de noviços que sempre nos persuadia para que pensássemos na paixão de Cristo”. Cursou os estudos de filosofia e teologia na universidade de Alcalá de Henares (Madri).

Foi ordenado sacerdote em 1585. Tinha grandes qualidades para a pregação. Contam seus contemporâneos que seus sermões eram labaredas que incendiavam os corações e os induziam à conversão. Sabia tocar as fibras do coração sobre tudo quando falava da infinita misericórdia de Deus Pai.

Durante cinco anos, exerceu o ofício de pregador maior no convento de La Guardia (Toledo). Ali teve ocasião de visitar e venerar com frequência o Santo Menino de La Guardia em seu Santúario. De La Guardia, passou como pregador maior ao convento de Membrilla (Ciudad-Real). Em 1594, é solicitado como pregador maior do convento de Sevilla. Era a casa princípal da província de Andalucía. Conviveu na casa de Sevilla com religiosos de grande valor: Martín de Virúes, Hernando de Zafra, Diego Lopez, Francisco Hidalgo... “ eu era bem visto com eles”, confessa São João Batista. Inclusive tinha fama de santo. O padre Virúes diz dele: “Frei João é muito recoléto, não há necessidade de ir a Valdepeñas”. No entanto Deus o vinha chamando...  Já em Valdepenãs, em 1594, havia recebido o primeiro convite. Em Sevilla podemos assinalar dois: o do padre carmelita, Augustin de los Reyes, seu antigo mestre; e o da festa de Santa Inês de 1596: em tal circunstância pronunciou um sermão ‘inspirado’. Era o mesmo dia em que tomavam o hábito os primeiros recoletos em Valdepenãs.


Chamado forte e definitivo: Ecija, primeiros dias do mês de fevereiro de 1596. São João Batista vai de Sevilla à Andújar para dar as boas vindas ao padre Diego de Guzmán, Comissário geral. Perto de Ecija se desencadeia uma horrorosa tempestade de trovões, relâmpagos e raios. A cavalaria se apavora. São João Batista é apreendido pelo medo. Crê-se perdido. Faz voto de fazer-se recoléto se saísse vivo daquele perigo. A tempestade se acalma e ele permanece ligado a um voto.

Na casa de Andújar começam os problemas. O padre Comissário quer mandá-lo a Madri como pregador. Ele se sente obrigado a ir como recoléto a Valdepeñas. Para solucionar o problema, recorre a Mãe de Deus: “Mãe de Deus, se veio do céu a iniciativa de fazer eu aqueles votos e juramentos, venha igualmente do céu a força para cumpri-los, pois eu não posso e nem penso em comunicá-los ao Comissário”. A Santíssima Virgem mudou a vontade do Comissário. “Estou pensando em uma coisa”, lhe diz o Comissário com aspecto risonho: “é grande a misericórdia de Deus e algo certíssimo que se vá daqui a valdepeñas”. Frei João Batista, emocionado, lhe fala da tempestade e do voto. O Comissário, abraçando-lhe, diz estas palavras: “Vá, meu padre, pois o momento é oportuno, perseverará na Reforma, zelará por ela e a defenderá de todos os que a quiserem destruir, e procurará levar a outros”. Dali, passando pelo Santuário da Virgem de La Cabeza e por seu povoado, para despedir-se de sua mãe, se foi a Valdepeñas para iniciar a Reforma. Em 1596, começou a Reforma trinitária, justamente quatro séculos depois da fundação.

Depois de um tempo de experiência, ante as dificuldades que encontra para fazer progredir a Reforma, dependendo dos Calçados, decide ir a Roma para pedir ao Santo Padre o Breve da Reforma que lhe conferiria proteção pontifícia e independência para a Reforma. Duas vezes tenta viajar à cidade do papa. A segunda vez, em meio a grandes dificuldades, no sabado santo, enquanto os sinos tocavam a gloria, fazia sua entrada em Roma nosso Pai e Reformador. Corria o ano do Senhor de 1598. Em outra primavera, de 1198, nossos pais João e Felix haviam chegado a Roma com o mesmo fim.

Em Roma vive com os carmelitas descalços de santa Maria della Scala (Trastevere). Depois de inumeráveis dificuldades, consegue do Papa Clemente VIII o tão desejado Breve da Reforma que começa com as palavras: Ad militantis Ecclesiae regimen, datado de 20 de agosto 1599, festa de São Bernardo.

Já de novo na Espanha, nosso Santo Reformador se dedica com afinco e ardor à implantação da Reforma trinitária. Funda casas, recebe os novos candidatos aos quais vai formando segundo o verdadeiro espírito da reforma. Deus premia seus esforços com grande número de vocacionados. Seus pilares são: oração, espírito de sacrificio e de pobreza, com grande zelo apostólico. Em 1605, alcança o número de casas que o Breve exige para fundar a Província descalça. São João Batista foi o primeiro Provincial.

Prossegue sua atividade fundadora e reformadora. É considerado fundador de 16 conventos. Seu espírito fundador chega também até as Religiosas Trinitárias Descalças do monastério da Via de Lope de Vega de Madri.

Mesmo com tantos trabalhos, encontra tempo para escrever. Nove tomos de doutrina e numerosas cartas e sermões são o fruto de sua atividade como escritor.

Sua hora final lhe surpreende em Córdoba. Ao dar-se conta do próximo encontro com o Senhor, exclama: “Bem sabeis, Senhor, que fiz o quanto pude”. Ao contemplar seus filhos, triste pela separação da morte lhes diz: “Filhos meus, não se aflijam, pois no céu os servirei melhor”. Isto aconteceu em Córdoba, em 14 de fevereiro de 1613. Contava com cinquenta e um anos e meio de idade.

Seus veneráveis restos se veneram em Córdoba. Foi beatíficado em 1819. Paulo VI o canonizou em 1975. Sua festa se celebra em 14 de fevereiro. Também as dioceses de Córdoba e Ciudad-Real celebram sua memória.

(SÁNCHES, José Hernandes. Espigando en el patrimonio trinitario: lecturas para cada día del año. Edição de 2001. p. 127-128)

TRÍDUO A SÃO JOÃO BATISTA DA CONCEIÇÃO

Ó santo pai João Batista da Conceição, vós que desde a infância correspondestes fielmente às inúmeras graças divinas com uma vida virtuosa e inocente, unida a uma austera penitência, e reprimistes pois firmemente todas as concupiscências do mundo, tanto que pudestes repetir com o apóstolo São Paulo: “Eu estou crucificado ao mundo e o mundo a mim”: concedei-nos da Santíssima Trindade a graça de abraçarmos corajosamente o árduo caminho da mortificação, pelo qual poderemos vencer a carne pelo espírito, expiar os pecados cometidos e progredir rapidamente na vida da santidade. Sim, santo pai, nós confiamos que, sustentados e guiados por vós, evitaremos futuramente uma recaída no pecado e viveremos até a morte no amor e na amizade do nosso misericordiosíssimo Deus.  

        Glória ao Pai...

V. Rogai por nós, São João Batista da Conceição.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Ó Deus, que adornastes o sacerdote São João Batista da Conceição de admirável ciência divina e de zelo apostólico, concedei-nos, por sua intercessão, crescer no conhecimento de vosso Filho e viver sempre segundo o Evangelho, dando frutos abundantes de boas obras. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Ou

Ó Deus, que escolhestes São João Batista da Conceição e fortalecestes com invencível vigor para promover o primitivo espírito da Ordem e implantar um gênero de vida mais observante, concedei-nos que, seguindo seus ensinamentos e exemplos, nos renovemos constantemente em nossa espiritualidade. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

V. Ora pro nobis Sancte Pater Joannes Baptista.
R. Ut digni efficiamur promissionibus Christi.

Oremus: Deus, qui ad majorem Sanctissimæ Trinitatis gloriam propagandam beatum Joannem Baptistam Confessorem tuum admirabili spiritus fortitudine et invicta patientia roborasti: concede nobis famulis tuis; ut ejus imitationi jugiter inhærentes, gloriam assequamur æternam. Per Christum Dominum nostrum. Amen. 

ORAÇÃO PARA O DIA DA FESTA

Prostrados diante do vosso altar, o santo pai João Batista da Conceição, com sentimentos de forte arrependimento, nós confessamos que a nossa vida tem sido até agora muito diferente da vossa e a maior parte dela foi contaminada pelo pecado. Além disso, ao invés de reparar com a penitência, nos afastamos de tudo quanto se opõe a comodidade e a vaidade terrena. Mas hoje, cheios de confiança na vossa imensa caridade, vos suplicamos humildemente para que imploreis a Deus para nós a verdadeira dor de nossas culpas e uma constante perseverança na nova vida que resolvemos levar de agora em diante. Vós, porém, ó glorioso pai, conheceis a nossa fraqueza e os perigos que nos rodeiam: sustentai-nos, portanto, com vossa poderosa ajuda na nossa decisão, para que, reparando os males passados com uma verdadeira penitência, possamos daqui para frente, caminhar pela estrada das virtudes e chegar ao céu para louvar a Deus juntamente convosco por toda eternidade. Amém.
       
        Pai nosso...   Ave Maria...   Glória ao Pai...  

ORAÇÃO A SÃO JOÃO BATISTA DA CONCEIÇÃO

Ó glorioso santo pai João Batista da Conceição, vós que, pela glória da Santíssima Trindade, com admirável coragem e invicta paciência superastes os obstáculos que o maligno e os homens vos impuseram na obra de restauração da Ordem Trinitária e, em recompensa desta vossa constante perseverança, recebestes a consolação de ver os filhos caminharem de acordo com o exemplo de seus Pais; alcançai-nos do Senhor o dom da fortaleza para triunfarmos sobre todos os obstáculos que o maligno, o mundo e a carne nos impõem no exercício das virtudes cristãs, e uma grande paciência para suportar as mortificações e as cruzes que nos vem de Deus e dos homens; para que, superadas as provas e conformados com a divina vontade, possamos conquistar o prêmio que Deus prometeu àqueles que, nas alegrias e nas fadigas de cada dia, permanecerão fiéis até a morte. Amém.

segunda-feira

BEM-AVENTURADO INOCÊNCIO XI, PAPA

12 de agosto BEM-AVENTURADO INOCÊNCIO XI, PAPA.
Terciário Trinitário

Nasceu em Como, Itália, no ano de 1611. Doutorou-se em Nápoles em ambos os direitos. Tendo vindo a Roma e ordenado-se sacerdote, primeiramente teve cargos na cúria e depois foi sagrado Cardeal. Destinado à Diocese de Novara, foi nesta um bom e solícito pastor. Retornando a Roma, em 1676 assumiu o supremo governo da Igreja, guiando-a sabiamente e com mão firme através de dolorosas contrariedades e tempos difíceis. Morreu em 1689.

ORAÇÃO

Ó Deus, que, para defender a liberdade da Igreja e reformar proveitosamente os costumes dos fiéis, colocastes ao Bem-aventurado Inocêncio, como pastor da Igreja; concedei-nos, por sua intercessão, que, permanecendo firmes na fé, vençamos todas as adversidades e consigamos o triunfo eterno com Cristo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amem.

Pai nosso... Ave Maria... Gloria ao Pai...

SÃO LUIZ REI DA FRANÇA

25 de agosto
SÃO LUIS REI DA FRANÇA Terciário Trinitário

Nasceu em 1214 e subiu ao trono de França aos vinte e dois anos de idade. Contraiu matrimônio com Margarida de Provença e teve onze filhos a quem ele próprio deu uma excelente educação. Distinguiu-se pelo seu espírito de penitência e oração e pelo seu amor aos pobres. Na administração do reino foi notável o seu zelo pela paz entre os povos, e mostrou-se tão diligente na promoção material dos seus súditos como na sua promoção espiritual. Empreendeu duas cruzadas, uma em 1248 e outra em 1270, para libertar o sepulcro de Cristo. Morreu perto de Cartago no ano 1270.

ORAÇÃO

Ó Deus, que transferistes São Luis dos cuidados de um reino terrestre à glória do Reino do Céu, concedei-nos, por sua intercessão, desempenhar nossas tarefas de cada dia, e trabalhar para a vinda do vosso Reino. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amem.

SANTÍSSIMO NOME DE MARIA

12 de Setembro SANTÍSSIMO NOME DE MARIA

A celebração do Santíssimo Nome de Maria é uma das devoções marianas da Ordem da Santíssima Trindade. Introduzida nas Províncias Trinitárias Espanholas pelo Santo Trinitário Simão de Rojas no século XVI, imediatamente espalhou-se por toda Ordem a partir de 1622 com missa e ofício próprio. Introduzida e mantida na tradição da Ordem, esta celebração foi sempre confirmada nas reformas litúrgicas, tendo sua última revisão no ano de 1973.
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TRÍDUO AO SANTÍSSIMO NOME DE MARIA
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Ó Virgem santíssima, nas tempestades que nos ameaçam a todo instante durante a nossa viagem neste mar do mundo, a quem recorreremos se não ao vosso Nome santíssimo, que significa Estrela do mar? Por vós, ó Maria, foram convertidos os pecadores mais endurecidos, foram dispersas todas as heresias, foram derrotados todos os inimigos da Igreja. Por vós, as pessoas, as famílias, as nações foram libertadas e várias vezes também preservadas das mais graves calamidades. Ó Maria, que esteja sempre firme a nossa confiança nesta vossa mediação tão poderosa, para que, em todas as nossas necessidades, possamos experimentar sempre a alegria de chamar-vos socorro dos indigentes, defesa dos perseguidos, saúde dos enfermos, consoladora dos aflitos, refúgio dos pecadores, perseverança dos justos, remédio dos cristãos. Ó Nome dulcíssimo de Maria, estejais sempre em nossos lábios e em nossos corações: jamais nos cansaremos de invocar-vos, de bendizer-vos, de louvar-vos. E, a fim de que, ó Maria, possamos sentir em nós toda a eficácia do vosso Nome suave, fazei que nunca percamos de vista os exemplos da vossa vida. Seguindo-vos, não desviaremos, confiando em vós, não desanimaremos, pensando em vós, não erraremos, e purificados de todas as nossas culpas pela vossa materna intercessão, seremos acolhidos, depois da nossa morte, pelo vosso dileto Filho na santa habitação do paraíso. Amém.

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

V. Bendito seja o Nome de Maria.
R. Agora e para sempre. .


Oremos: Vosso Filho, ó Deus, expirando no altar da cruz, quis dar-nos como mãe nossa a Mãe que para si ele escolhera; confiando-nos à sua protecão, concedei que sejamos confortados ao invocá-la como mãe. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

V. Sit nomen Mariae benedictum. 
R. Ex hoc nunc, et usque in saeculum.


Oremus: Deus, qui gloriosam matrem tuam nominari Mariam voluisti: concede, quaesumus, ut, qui dulce Mariae nomen implorant, perpetuum sentiant tuae benedictionis effectum. Quis vivis et regnas in saecula saeculorum. Amen.

BEM-AVENTURADO MARCOS CRIADO


BEM-AVENTURADO MARCOS CRIADO

Nasceu em Andújar (Jaén, Espanha) no dia 25 de abril de 1522. Seus biógrafos ressaltam sua piedade mariana já desde pequeno. Na flor de sua juventude pede para ser admitido como religioso Trinitário no convento que os Trinitários calçados tinham em sua cidade. Ali se formou, estudou filosofia, teologia e foi ordenado sacerdote. Sentia-se especialmente chamado para o ministério da pregação.

Oferece-se como missionário: cerca do ano 1560, os Bispos de Guadix e Almería pediam aos Trinitários que lhes enviassem missionários para pregar a fé cristã aos mourescos. Ofereceram-se dois frades: Pedro de San Martín e Marcos Criado. Frei Pedro faleceu antes de iniciar a missão. Restou somente frei Marcos, que partiu para Las Alpujarras, região extremamente difícil. Ali tinham fixado sua morada os mourescos.

Apesar das dificuldades e ameaças, frei Marcos começou sua missão percorrendo a pé, sozinho e entre mil perigos, os povoados e vilarejos das ásperas alturas das Alpujarras, consolando e animando os cristãos, e procurando anunciar o Evangelho aos que não acreditavam em Cristo. Seu zelo pela glória de Deus e pela salvação das almas foi inestancável.

As ameaças, porém, não tardaram a se tornar realidade. Os muçulmanos lhe juraram vingança. Surras, humilhações, embustes... lhe eram impostos diariamente. Abhencota, um dos chefes mais ferozes dos mourescos, mandou arrastá-lo preso à cauda de um cavalo.

A última surra lhe aconteceu em 21 de setembro de 1569. Estourada a revolta dos mourescos das Alpujarras, o frei Marcos foi a primeira vítima. Seus inimigos o levaram num bosque não muito longe de La Peza. O amarraram a um carvalho onde ficou três dias, cantando hinos e rezando a Deus por seus carrascos.

Entre golpes e insultos o ameaçavam para renunciar à sua fé cristã. Frei Marcos respondia: Renegar a Cristo? Jamais! Então, cheios de ódio, suspendem-no na árvore de modo que seus pés não toquem no chão. Passou toda a última noite nesta posição. De manhã, vendo que, todavia, estava vivo e continuava cantando os louvores de Deus, o apedrejaram até deixá-lo quase morto. No dia 25, vendo que não tinha morrido, um mouresco lhe abriu o peito e lhe extraiu o coração.

Os prodígios não terminaram. Do seu coração saía um resplendor e nele se via escrito o anagrama de Jesus (J.H.S.). Os mourescos recuaram confusos. Alguns se converteram à fé cristã. Era o ano de 1569. Assim terminou sua vida o intrépido frei Marcos Criado. Tinha 47 anos de idade e 33 de profissão religiosa.

A cidade de La Peza o venera como seu padroeiro, a região de Alpujarras como seu apóstolo, a Ordem Trinitária como um dos seus mais autênticos filhos. Seu culto “ab immemorabili” foi solenemente confirmado por Leão XIII em 24 de julho de 1899. Sua festa se celebra no dia 24 de setembro.

Tríduo ao Bem-Aventurado Marcos Criado 

Ó glorioso mártir, Bem-aventurado Marcos Criado, que escolhido por Deus para ser apóstolo do Nome adorável de Jesus, o pronunciastes por três vezes após ter sido batizado, o difundistes sempre entre o povo cristão e tanto, pois, o amastes que o recebestes impresso no coração, como miraculosamente Deus o manifestou no vosso glorioso martírio; com a vossa poderosa intercessão junto à Santíssima Trindade, concedei-nos que em todas as tentações, perigos e tribulações, existentes em nossa vida, e especialmente na hora terrível da morte, possamos invocar o Santíssimo Nome de Jesus, que é a nossa consolação, a nossa esperança, e a única salvação das nossas almas. Suplicai a Deus para nós, ó invicto mártir, uma generosa força de ânimo, para que nestes tempos de indiferença religiosa, de extinta fé e de grande impiedade, sigamos sempre o reto caminho da virtude e dos ensinamentos de nossa santa Igreja, que só nos podem conduzir ao desejado porto da felicidade eterna. Amém. 

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... 

V. De esplendor e de glória, ó Senhor, o coroastes. 
R. Vossas obras aos pés lhe pusestes. 

Oremos: Deus eterno e todo-poderoso quisestes que o Bem-aventurado mártir Marcos Criado se tornasse pregador insigne do vosso Evangelho; concedei-nos por sua intercessão, anunciar e testemunhar com nossas vidas a fé que professamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. 

V. Gloria et honore coronasti eum, Domine. 
R. Et constituisti eum super opera manuum tuarum. 

Oremus: Domine Jesu Christe, qui beatum Marcum Martyrem tuum eximium verbi tui praeconem effecisti: concede propitius; ut ejusdem intercessione, quam mente tenemus fidem, eamdem moribus et vita fateamur. Qui vivis et regnas in sæcula sæculorum. Amen.

NOSSA SENHORA DO BOM REMÉDIO


08 de Outubro
NOSSA SENHORA DO BOM REMÉDIO

A devoção a Nossa Senhora, sob o título do Bom Remédio (ou dos Remédios), teve origem na Ordem da Santíssima Trindade, que foi herdada do Fundador São João de Matha, morto em Roma em 17 de dezembro de 1213. Os seus filhos por suas obras árduas e multiformes que iriam enfrentar, necessitavam de uma ajuda poderosa que só a Mãe Celeste podia conceder. Acolhendo assim a preciosa herança, embelezaram com quadros e altares em honra da Mãe do Bom Remédio todas as próprias igrejas, e de tal forma difundiram a devoção que na batalha naval de Lepanto (1571), quando a sorte da Igreja foi salva do furor e do ódio dos turcos, o generalíssimo Dom João da Áustria quis confiar a si mesmo e a frota à proteção da Mãe do Bom Remédio, como atestam em suas bulas os papas São Pio V – 05 de março de 1572 – e Gregório XIII – 03 de dezembro de 1575.

Oração de conságração à Nossa Senhora do Bom Remédio

Ó Virgem Imaculada e nossa suave Mãe do Bom Remédio, nós nos oferecemos inteiramente ao vosso doce amor e ao vosso santo serviço. Consagramos a vós nossa mente com seus pensamentos, nosso coração com seus afetos, nosso corpo com seus sentimentos e todas as suas forças, e prometemos trabalhar sempre para a maior glória de Deus e para a salvação das almas. Vós, no entanto, ó Virgem incomparável, que sempre fostes o seguro remédio do povo cristão, oh! continuais a sê-lo especialmente nestes dias. Acompanhai a santa Igreja na sua missão; iluminai e fortalecei os Bispos e os Sacerdotes guardando-os sempre unidos ao Papa; preservai a juventude dos falsos ídolos; promovei as vocações e aumentai o número dos ministros, a fim de que por meio deles o reino de Jesus Cristo permaneça entre nós e se estenda até os confins da terra. Mas também por nós vos suplicamos, ó grande Mãe de Deus. Ensinai-nos a imitar vossas virtudes, de maneira especial a modéstia angelical, a humildade profunda e a caridade ardente, e assim, quanto for possível, com nosso exemplo anunciemos de verdade Jesus, vosso Filho bendito, e façamos conhecer e amar a vós confiantes em poder salvar muitas almas. Fazei, ó Nossa Senhora do Bom Remédio, que sejamos todos amparados sob o vosso manto de Mãe, e a recordação do amor que tendes para com os vossos devotos, nos seja de tal conforto até tornar-nos vitoriosos contra os perigos da nossa alma na vida e na morte, e nos dê a certeza de estarmos convosco gozando da vossa presença no Paraíso. Amém.

Três Ave Maria... Glória ao Pai...


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SANTÍSSIMO REDENTOR JESUS NAZARENO

23 de Outubro
SANTÍSSIMO REDENTOR JESUS NAZARENO

No dia 26 de abril de 1681, caiu em poder dos mouros a bendita Imagem de Jesus Nazareno. Os Frades Trinitários, informados das sacrílegas profanações que com ela cometiam, apressaram-se em resgatá-la. Os mouros, perante esta oportunidade de saciar sua cobiça, pediam por ela tanto dinheiro quanto pesasse. Os Frades Redentores não levavam semelhante quantia nem imaginavam tal proposta, porém puseram toda sua confiança em Jesus Nazareno e aceitaram-na. Os mouros colocaram a santa Imagem em um dos lados da balança e os Frades esvaziaram sua bolsa no outro. Então aconteceu o prodígio. Uma única moeda pesava mais que a grande Imagem de madeira. Os Frades foram reembolsados até a última moeda. Milagre maravilhoso de Jesus Nazareno! Sua Imagem sacrossanta nada pesava. Os mouros ficaram espantados e não tiveram outra saída senão entregá-la aos Frades Redentores, conforme o combinado. Os Trinitários tomaram a santa Imagem e a beijaram com profundo respeito, dando graças ao nosso divino Redentor por haver livrado sua Imagem sagrada de tantos ultrajes e profanações e haver tido eles a inefável felicidade de redimir a seu próprio Redentor. Desde então a Imagem de Jesus Nazareno é uma das mais milagrosas e veneradas pelos fiéis, e sua devoção é popularís sima em todo o mundo. Não é por acaso que o nosso divino Redentor compraza-se em ser honrado e desagravado na mesma Imagem em que foi ofendido e ultrajado.

T. Jesus Nazareno, o Resgatado, nos livre de toda escravidão.

ORAÇÃO

Ó dulcíssimo Jesus Nazareno, meu divino Redentor, humildemente prostrado aos vossos santíssimos pés, adoro a vossa sacratíssima Paixão; e, contemplando a vossa santa e milagrosa Imagem, vos dou infinitas graças peloque sofrestes para me salvar quando ataram vossas mãos, qual inocente cordeiro no local do sacrifício; quando coroaram vossa cabeça com afiadíssimos espinhos, afim de que das feridas jorrassem fontes de consolação em nossas maiores tribulações; e além disso quando, depois de ser cruelmente flagelado, coroado de espinhos, injuriado e vilipendiado pelo povo ingrato, o cruel juiz, por escárnio, vos apresentou à multidão dizendo: "Ecce Homo"; e enfim quando vos revestiram das vossas pobres vestes, para ser carregado com o pesadíssimo lenho da Cruz, porque, sendo por todos conhecido, por todos fôsseis maltratado e insultado. Eu vos suplico, meu aflito Senhor: por todas as vossas cruelíssimas penas e horríveis dores, concedei-me uma viva e verdadeira fé pela qual eu possa crer em Vós, como o meu verdadeiro Deus; uma firme esperança pela qual só em Vós eu possa esperar, ó Deus de infinito poder; e uma perfeita caridade pela qual eu possa amar-vos sobre todas as coisas, como meu sumo bem, e em atenção a Vós, possa amar o meu próximo como a mim mesmo. E vos suplico ainda, meu adorado Senhor: concedei-me alcançar da vossa suma bondade aquilo que vos peço, se for para a minha eterna salvação. Este é o memorial que vos apresento, amabilíssimo Redentor, Jesus Nazareno. Vós, que viveis e reinais com Deus Pai na unidade do Espírito Santo. Amém.

Creio...

V. Fili, Redémptor mundi, Deus, 
R. miserere nobis. 


V. Vós nos resgatastes, Senhor, pelo vosso Sangue. R. E fizestes de nós um reino para o nosso Deus.

Oremos: Ó Deus, pela glorificação do Cristo Redentor e pela iluminação do Espírito Santo, abristes para nós as portas da vida eterna. Fazei que, participando de tão grandes bens, nos tornemos mais dedicados ao vosso serviço e cresçamos constantemente na fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. 

V. Redemisti nos, Dómine, in sánguine tuo. 
R. Et fecisti nos Deo nostro regnum.

Oremus: Deus, qui Unigénitum tuum mundi Redemptórem constituisti, et per eum, devicta morte, nos misericórditer ad vitam reparasti: concede, ut hæc benefícia recolentes, tibi perpétua caritate adhærére et ejusdem redemptoris fructum percípere mereámur. Per Christum, Dóminum nostrum. Amen

SÃO FÉLIX DE VALOIS

co-fundador da Ordem da Santíssima Trindade

São Félix de Valois (... 1212) Presbítero Até o final do século XII levava uma vida de anacoreta, em companhia de outros eremitas, a Cerfroid, no território de Meaux, França. Quando João de Matha, chegando àquele lugar, manifestou a intenção de fundar uma Ordem para redimir cativos, todos “ofereceram suas pessoas e suas coisas a Deus e a Ordem”. Desde então, com o nome de Félix de Valois, tem sido conhecido na tradição como o principal colaborador de João de Matha e o co-fundador dos Frades da Ordem da Santíssima Trindade. Morreu cerca do ano 1212. Canonizado em 1666. Sua memória é celebrada a 4 de novembro.

NOVENA AO NOSSO PAI SÃO FÉLIX DE VALOIS

Ó glorioso Patriarca São Félix de Valois, vós que inflamado do amor de Deus, abandonastes as riquezas passageiras e os afetos terrenos para levar uma vida de oração e penitência na solidão de Cerfroid, e ser elevado, portanto, à dignidade sacerdotal, para depois reinar com Cristo no céu: ouvi-nos, isso vos pedimos, com olhar benigno; confortai-nos em nossas penas, socorrei-nos em nossas inúmeras necessidades espirituais e temporais e com a vossa poderosa intercessão concedei-nos da Santíssima Trindade a graça de imitar-vos no desprezo dos falsos bens desta vida, para aspirar somente aos bens eternos na outra. Glória ao Pai...

V. Rogai por nós, ó glorioso São Félix. 
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Oremos: Ó Deus, que chamastes o nosso pai São Félix de Valois, presbítero, do silêncio do deserto à obra da redenção dos cativos, nós vos suplicamos: por sua intercessão, a vossa graça nos liberte da escravidão de nossos pecados e nos conduza à pátria celeste. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

TODOS OS SANTOS DA ORDEM DA SANTÍSSIMA TRINDADE

13 de novembro 
TODOS OS SANTOS DA ORDEM DA SANTÍSSIMA TRINDADE

Ó todos os Santos e Santas da nossa ínclita Ordem, pelo amor que manifestastes à Santíssima Trindade, pelo que Ela tem por vós e pelo zelo que tivestes para com a sua glória e para com a nossa salvação, dai-nos, vos pedimos, a vossa ajuda que tanto necessitamos. Defendei-nos de todas as tentações, libertai-nos de todos os perigos e concedei-nos a grande graça de compreender e acreditar firmemente, a exemplo de todos vós, que a Santíssima Trindade é Amor infinito e que a sua vontade é expressão de seu amor: nós, pois, confiando-nos à sua vontade, nos abandonamos em seu infinito amor. Este pensamento e esta fé sejam para nós consolo em meio aos sofrimentos com os quais a mesma Trindade Santa irá nos purificar para nos tornar dignos de alcançar, um dia, juntos convosco, o gozo de sua visão beatífica no santo Paraíso. Amém.

Pai nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

domingo

Martires Trinitários Espanhois do século XX


Mártires Trinitários Espanhóisdo Século XX



Uma das mais sangrentas e terríveis perseguições sofridas pela Igreja em sua história milenar foi a que ocorreu na Espanha entre 1931 e 1939. Milhares de eclesiásticos e leigos foram assassinados, presos, torturados, simplesmente por sua condição cristã. Foi uma perseguição religiosa sistemática e levada a cabo em todos os âmbitos possíveis.

No dia 28 de outubro de 2007 foram beatificados na Cidade Eterna 498 de outros seus filhos, todos mártires desta violenta perseguição religiosa. Entre estes mártires se encontram nove religiosos da Ordem da Santíssima Trindade, uma monja contemplativa trinitária e um leigo, pai de duas monjas trinitárias de clausura. .


Todavia, entre 1936 e 1937 morreram de forma cruenta, vítimas da mesma perseguição religiosa, 20 religiosos trinitários e 3 monjas trinitárias. A estes se deveriam acrescentar outros dois religiosos, mortos contemporaneamente, em consequência dos sofrimentos recebidos em tão trágicas circunstâncias. Não se abriu processo de todos em ordem à sua beatificação; somente há que acrescentar os seis mártires trinitários de Alcázar de São João (Ciudad Real) que esperam seu turno para serem beatificados. "A Igreja do século XX não conta apenas a história de algum cristão valente, mas a história de um martírio de massas; estima-se que uns três milhões de cristãos foram mortos por causa de sua fé".


Os relatos sobre estes novos santos mártires trinitários nos apresentam pessoas bem diferentes.

01. Frei Mariano de São José. Ancião bondoso, prudente e simples. Nasceu em 1857. Assassinado em 26 de julho de 1936.
02. Frei Melquior do Espírito Santo. Bom pregador, confiante e tranqüilo. Nasceu em 1899. Assassinado em 24 de setembro de 1936.
03. Frei José de Jesus e Maria. Grande caráter, homem de gênio forte, atento e sensível às necessidades dos pobres. Nasceu em 1880. Um militar disparou-lhe à queima-roupa sobre a têmpora direita, morrendo instantaneamente. Era o dia 4 de agosto de 1936.
04. Frei Luís de São Miguel dos Santos. Poliglota, de saúde frágil. Nasceu em 1891. Assassinado em 24 de setembro de 1936.
05. Frei João da Virgem de Castellar. Menino de sofrimentos, adolescente enfrentando a vida trabalhando; irmão leigo, religioso internacional, homem de poucas letras e de muita pedagogia; encantava crianças e adultos com suas habilidades; sacristão, porteiro, alfaiate. Nasceu em 1898. Assassinado em 24 de setembro de 1936.
06. Frei João de Jesus e Maria. Tímido e músico extraordinário. Nasceu em 1895. Assassinado na noite de 2 a 3 de abril de 1937.
07. Frei Segundo de Santa Teresa. Inteligente, um vulcão de imaginação literária, simpático e aberto. Nasceu em 1891. Assassinado em 31 de julho de 1936.
08. Frei Prudêncio da Cruz. Silencioso, meditativo, sempre abstraído em suas orações. Nasceu em 1883. Assassinado com um tiro de escopeta em 31 de junho de 1936.
09. Frei Santiago de Jesus. Jovem simpático e pai de seus estudantes clérigos; cozinheiro, músico, de uma alegria expansiva. Nasceu em 1903. Assassinado em 24 de setembro de 1936.
10. Irmã Francisca da Encarnação. Monja trinitária de clausura. Nela se unem a simplicidade de vida escondida em Cristo e a valentia de uma mártir de Cristo. Nasceu em 1873. Foi morta à força de golpes na cabeça com a culatra de um fuzil no cemitério, defendendo sua castidade, em 13 de janeiro de 1937.
11. Álvaro Santos Cejudo, pai de família. Benfeitor da Ordem Trinitária; vida de profunda piedade, esposo e pai exemplar, trabalhador honrado e valente confessor da fé. Nasceu em 1880. Fuzilado na noite de 17 de setembro de 1936 no cemitério de Alcázar.

"Perdoai-os, Senhor, porque não sabem o bem que nos fazem
colocando-nos na oportunidade de morrer por Vós"
(Frei Mariano de São José)

Oração

Senhor nosso Deus, por tua providência infinita concedeste a teus Servos, os Bem-aventurados frei Mariano de S. José e seus companheiros, mártires,o dom da vocação religiosa na Ordem da Santíssima Trindade e uma grande fortaleza na entrega e no sacrifício de suas próprias vidas. Te suplicamos que, por sua intercessão, nos concedas a graça da perseverança final, o incremento das vocações na Ordem da Santíssima Trindade e a graça que agora te pedimos (especificar), para a glória de teu nome e para nosso bem espiritual. Amém.

Pai nosso, Ave Maria e Glória

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